Poucas coisas são tão pesadas quanto as palavras e emoções que carregamos dentro de nós. 

São coisas que não podemos colocar no chão para descansar um pouco e pegar depois, com forças renovadas. 

As vezes nos sentimos pequeninos sim. 

Mas nos calamos… por que reconhecer nossa fragilidade diante de outra pessoa é expor-se, entregar-se a ela, na nudez da alma.

E por pudor, medo, vergonha ou orgulho, não queremos isso.

Portanto, a fragilidade não está em mostrar-se frágil.

Só os fortes são capazes de reconhecer suas fraquezas para melhor lidar com elas. 

Ser forte é desenvolver a capacidade de lidar com as emoções, que corroem o ser como uma doença incurável.

Desabafar é abrir as portas do coração e as janelas da alma.

Deixar sair o ar fechado e entrar o sol. 

Mas, claro, é preciso sabedoria para se saber onde vai. 

Não podemos sair por aí proclamando a todo mundo que temos situações mal resolvidas dentro de nós. 

Temos que escolher cuidadosamente as pessoas que são capazes de nos receber com maturidade, sem julgamentos.

Há pessoas que nos fazem crescer. 

Os grandes amigos estão incluídos nessa categoria. 

A eles então nossas portas podem ser abertas e as palavras poderão fluir, até que nos sintamos mais leves.

E há ainda e, principalmente, aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo melhor ainda que nós, aceita e pede que nosso coração se abra.

Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e nos carrega no colo. 

 

Ele nos leva até a praia e nos nos apresenta o raiar do dia e o pôr-do-sol… nos diz que a natureza também dorme, acorda e chora às vezes, mas que assim é a vida e que o importante mesmo é continuar de pé, buscando um mundo melhor.