O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) publicou nota neste domingo (27) demonstrando “extrema preocupação quanto a permanência da paralisação dos caminhoneiros”.
No comunicado, assinado pelo presidente do órgão, o secretário goiano Leonardo Vilela, o Conass afirma que já foram identificados pontos críticos, como falta de abastecimento de insumos e medicamentos aos hospitais, hemocentros, centros de hemodiálise e unidades de oncologia.
Recolhimento de lixo hospitalar, captação de bolsas de sangue e o abastecimento de gases medicinais e oxigênio também estão entre os itens elencados pelo órgão que vêm enfrentando déficit por conta das manifestações nas rodovias Brasil afora. Confira abaixo comunicado na íntegra:
Manifestação Pública
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) vem a público demonstrar extrema preocupação quanto a permanência da paralisação dos caminhoneiros.
O Conass teme que o prolongamento do movimento venha causar consequências sanitárias de extrema gravidade ocasionando prejuízos à saúde da população, inclusive com ameaça à vida dos nossos pacientes.
Pontos críticos relevantes já identificamos apontam para a dificuldade de:
1- abastecimento de insumos e medicamentos aos hospitais, hemocentros, centros de hemodiálise, unidades oncologia;
2- translado dos pacientes crônicos para unidades especializadas de tratamento agravando o quadro clínico dos mesmos;
3- abastecimento de gases medicinais e oxigênio;
4- recolhimento do lixo hospitalar;
5- abastecimento de alimentos nos hospitais;
6- captação e distribuição de bolsas de sangue, essenciais aos serviços de urgência e emergência;
7- dos pacientes acessarem a serviços de urgência e emergência , bem como aos ambulatórios devido a escassez de transporte público.Por fim, informamos que todas as Secretarias Estaduais de Saúde estão mobilizadas e adotando as medidas possíveis para garantir a normalidade dos serviços e a redução dos danos para a população.
Aguardamos, portanto, que prevaleça o bom senso nas negociações e que o país volte à normalidade.
Atenciosamente,
Leonardo Moura Vilela
Presidente